( O texto é grande.... mas vale a pena!!!!)
O CAVALINHO E A BORBOLETA
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(Qualquer semelhança com seres humanos que você conheça, pode não ser mera coincidência)
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Esta é a história de duas criaturas de Deus
que viviam numa floresta distante,
há muitos anos atrás.
Eram elas, um cavalinho e uma borboleta.
Na verdade, não tinham praticamente nada em
comum, mas em certo momento de suas vidas
se aproximaram e criaram um elo.
A borboleta era livre, voava por todos os
cantos da floresta enfeitando a paisagem.
Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não
era bicho solto que pudesse viver entregue à
natureza. Nele, certa vez, foi colocado um
cabresto por alguém que visitou a floresta e
a partir daí sua liberdade foi cerceada.
A borboleta, no entanto, embora tivesse a
amizade de muitos outros animais e a liberdade
de voar por toda a floresta, gostava de fazer
companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao
seu lado e não era por pena, era por
companheirismo, afeição, dedicação e carinho.
Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando
levava sempre um coice, depois então um
sorriso. Entre um e outro ela optava por
esquecer o coice e guardar dentro do seu
coração o sorriso.
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que
lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa
do seu enorme peso. Ela, muito carinhosamente,
tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso
nem sempre era possível por ser ela uma
criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a
borboleta não apareceu para visitar o seu
companheiro. Ele nem percebeu, preocupado
que ainda estava em se livrar do cabresto.
E vieram outras manhãs e mais outras e
milhares de outras, até que chegou o inverno e o
cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a
ausência da borboleta. Resolveu então sair do
seu canto e procurar por ela.
Caminhou por toda a floresta a observar
cada cantinho onde ela poderia ter se escondido
e não a encontrou.
Cansado se deitou embaixo de uma árvore.
Logo em seguida um elefante se aproximou e
lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a
procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, é você então o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?
- É que eu tive uma grande amiga que
me disse que também era sua amiga e falava
muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta
que você está procurando?
- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa
a floresta todos os dias visitando todos os
animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu estava
falando. Não ficou sabendo?
Ela morreu e já faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um
cavalinho, assim como você e todos os dias
quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice.
Ela sempre voltava com marcas horríveis e
todos perguntavam a ela quem havia feito
aquilo, mas ela jamais contou a ninguém.
Insistíamos muito para saber quem era
o autor daquela malvadeza e ela respondia
que só ia falar das visitas boas que tinha
feito naquela manhã e era aí que ela falava
com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava
derramando muitas lágrimas de tristeza
e de arrependimento.
- Não chore meu amigo,
sei o quanto você deve estar sofrendo.
Ela sempre me disse que você era um grande
amigo, mas entenda, foram tantos os coices que
ela recebeu desse outro cavalinho, que ela
acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito
doente, triste e sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar
nos seus últimos dias?
- Não, todos os animais da floresta quiseram
lhe avisar, mas ela disse o seguinte: "Não perturbem
meu amigo com coisas pequenas, ele tem um
grande problema que eu nunca pude ajudá-lo
a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto,
então será cansativo demais pra ele vir até aqui."
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Podemos até aceitar os coices que nos derem
quando eles vierem acompanhados de beijos,
mas em algum momento de nossa vida, as
feridas que eles vão nos causar, não serão mais
possíveis de serem cicatrizadas.
Quanto ao cabresto:
se tivermos que carregar um durante a nossa
existência, não devemos culpar ninguém por
isso, afinal muitas vezes, fomos nós mesmos
que o colocamos em nosso dorso.
_Silvana Duboc_
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Bem..... rs
Bjsss!!!